Meu passado me condena – #5

July 5, 2008

tsc.. nem comento esse

EU…

…Sou uma criança que finge ser alguém, sou simplesmente uma mera criança, que não sabe o que faz. Não tenho nada nessa vida, não sei absolutamente nada. As coisas que eu fiz nada são, as coisas que farei nada serão, minha passagem aqui é de mais uma, entre muitas almas, onde olhos aflitos são ignorados e corações tristes despedaçados.

…Sou uma criança, que tenta ser alguém. Tenho um mundo inteiro em minhas costas, mas simplesmente não sei o que fazer. Jogaram tudo em minhas costas e não tiverem a coragem de me dizer o por que disso, nenhuma explicação me foi dada, nada me foi dito, simplesmente me deram algo para carregar, algo mais pesado do que posso suportar, mais pesado do q qualquer um poderia aguentar. Nada mais importa com toda essa dor que sinto. E porque não me entrego? Porque não lanço fora a carga que tanto me faz sofrer? Talvez eu esteja aguardando que alguém me diga por que carrego tal carga. Por enquanto continuo com esse peso nas costas para não perder o pouco significado que tenho na vida…

…Sou uma criança e fui amaldiçoada da pior forma possível, com a capacidade de ver o que acontece no mundo. Não fosse por essa maldição eu não teria esse grito preso em minha garganta. E mesmo que gritasse nenhum significado esse grito teria para ouvidos que são surdos, alheios a verdade num mundo onde nada importa a não ser seguir as regras que nos vem em enxurradas, de forma que poucos são capazes de resistir.
Olho para meu mundo definhando cada vez mais e vejo pessoas com seus sorrisos e mentes vazias, sem criticarem o que fazem ou no as escolhas que fizeram.
Enquanto sou crucificado como blasfemador por não manter um pensamento que segue a linha do massivo, por pensar….

Mas na verdade o que importa?
Eu não passo de uma criança que finge de ser alguém, que tenta ser alguém, que em resumo brinca de ser alguém.
Hoje entendo o vazio que me angustia e me corrói, entendo todos os espasmos de minha mente em busca de coisas que nem seus criadores entendem perfeitamente. Que a cada doce dia eu sofro mais por minha própria culpa, me penitenciando por estar acordado num mundo de sonâmbulos onde poucos dão os motivos pelos quais devemos viver.
Pudera eu renascer como um demente, absorto a tudo no mundo vivendo em minha mediocridade, insosso na minha alegria.

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